3 anos de Valentina

 Valentina faz 3 anos!

No dia 2 de maio de 2011 depois de fazer um teste de farmácia fiz o primeiro (de vários) testes de sangue para confirmar a gravidez. Eu sempre soube que era minha menininha. Dentro de mim já morava Valentina! Eu morava em SP sozinha, meu namorado estava em nossa cidade, Uberlândia-MG. Não vou negar, passou sim pela minha cabeça que ele não fosse aceitar. Mas eu não me importava, se preciso fosse seria só eu e ela. Aquele bebê foi imediatamente amado por mim. Eu pensava a todo tempo: estou grávida! Não tinha nenhum sintoma, por isso repetia exames. Comprei um sapatinho, tirei uma foto e mandei para o papai: Agora dentro de mim dois corações batem por você! Ele ligou para mim e não parava de dar gargalhada (um pouco de alegria, um pouco de histeria! Haha). Felizmente todos aceitaram muito bem, tanto minha família quanto a dele. Valentina foi a realização de um sonho para todos nós.

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Não posso dizer que a gravidez da Valentina foi totalmente tranquila. Tive um pequeno sangramento logo no início (hoje acredito que deveria ser nidação). Eu tinha viajado aqui para Uberlândia, levei um susto quando vi o sangramento ao me arrumar para voltar para SP. Fui para emergência e não vimos ainda o embrião, havia a possibilidade dele não ser visível ou que ele não mais estivesse lá. Fiquei de repouso e depois de duas semanas felizmente escutei seu coraçãozinho forte! Voltei para SP com 12 semanas mas com 20 eu não conseguia andar com tanta dor nas costas. Tenho escoliose e acabou ficando mais forte. Mais uma vez fui afastada e passei toda a gravidez fazendo fisioterapia e acupuntura. Em uma ultra do último trimestre Valentina foi diagnosticada com ectasia renal que poderia ou não sumir depois do nascimento. Se não sumisse existia a possibilidade de que ela tivesse que fazer uma cirurgia, mas felizmente uma ultra depois que ela nasceu constatou que essa dilatação não existia mais. Apesar de ter lido que frequentemente essa dilatação some isso me tirou o sono! Engordei 11kgs na gravidez da Valentina, meu cabelo e pele ficaram péssimos, mas eu me sentia orgulhosa de ter minha princesa na barriga!

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Valentina nasceu no dia 29 de dezembro de 2011 às 13:05 horas em uma quinta-feira no hospital Santa Marta em Uberlândia, MG. Quando acordei não imaginava que ela nasceria naquele dia. Fui a uma consulta de acompanhamento, me sentia bem e sabia que aquele nasceria naquele dia. Acontece que fui levada a crer que ela poderia entrar em sofrimento fetal sem nenhum indício e por ignorância e desconhecimento fui para uma cesárea que hoje sei que não era necessária. Valentina nasceu com 3080kgs e 48,5cm, nasceu com a cabecinha bem triangular porque já estava encaixada esperando o seu momento de querer vir ao mundo. Mas provavelmente pela chegada do ano novo sua chegada foi antecipada. Eu achava que para se ter um Parto Normal era necessário apenas querer, eu não sabia que hoje temos que lutar pelo nosso parto. Felizmente ela nasceu bem e nenhuma intervenção foi necessária, eu estava com 37 semanas. Ressalto que não estou criticando quem faz cesárea, acontece que essa não era minha escolha e fui induzida a ela. Mas independente da via de parto foi simplesmente mágico ouvir seu choro pela primeira vez! Eu não era só a Mel, agora eu era a mãe da Valentina.
Manchetes no dia em que ela nasceu:”SP registra recorde de emissão de passaporte”(O estado de SP). “42 mil segurados do INSS receberão atrasados.” (Agora)
Hits Musicais da época: Rolling in the derp, Adele. A banda mais bonita da cidade, Oração.

Filmes polulares: Transformers 3, Piratas do Caribe 4, Lanterna Verde, Thor, Capitão América.

Alguns preços da época: Leite integral: R$1,85 , Leite condensado R$2,10 , Arroz R$10,70 o pacote de 10kgs

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Fiquei 6 meses de licença mais 1 mês de férias de dedicação integral à Valentina em Uberlândia. Quando terminou esse tempo retornamos à SP, eu tinha um trabalho impossível de ser abandonado. Trabalhei uma semana chorando, com o coração em pedaços. E no domingo no dia dos pais ao retornarmos para casa sofremos um assalto muito violento do qual nunca me recuperei totalmente. Adoeci (psicólogo também adoece) e fiquei muito tempo sem conseguir sair de casa e achando que 90% das pessoas eram assaltantes. Não trabalhei depois disso, mas estou me preparando que esse retorno seja feito de forma leve, mas não volto para SP. Mas como toda história tem dois lados, isso me possibilitou vivenciar de forma muito intensa todo o desenvolvimento da Valentina. Falou mamã com 8 meses, engatinhou com 9 e deu seus primeiros passos na minha frente com 9m e 27 dias. E foi ela juntamente com meu esposo que me ajudaram a superar essa fase. Valentina sempre foi a pessoa que me inspirou a ser uma pessoa melhor e mais forte.

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Valentina dormiu a noite inteira aos 3 meses e assim foi até os 6. Pensava que era uma daquelas mães de sorte, que os filhos dormem cedo. Ela dormia das 18 às 6 direto. Depois começou a acordar e até hoje aos 3 anos acorda em algumas noites. Mas apesar de não dormir ela não era uma criança que dava trabalho. Comia super bem, muito dócil nunca mordeu ou bateu em ninguém. Mas também sempre foi muito sincera (sinceridade essa que me envergonha muitas vezes haha). Seu sorriso nunca foi fácil, só sorri se algo realmente a agrada, talvez por isso sempre o achei tão valioso. Deu seu primeiro sorriso aos 2 meses e gargalhadas somente depois do primeiro ano. Seu desenvolvimento cognitivo sempre foi a frente do esperado. Ao completar seu primeiro ano já falava muitas palavras e formava frases, sabia identificar partes do corpo. Teve seu primeiro dentinho com 11 meses e foi amamentada até 1 ano e 1 mês. Adorava fotos, livros e revistas. Nunca riscou uma parede. No final do seu primeiro ano Valentina não andava, ela corria e escalava. Ela sempre foi uma pipoquinha, sempre tão cheia de energia minha menina. Valentina sempre foi muito esperada, admirada, respeitada e amada.

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Valentina é a cara do pai desde o dia em que nasceu. Eu nunca vi uma criança parecer tanto com o pai! E não é apenas a cara, tem também o jeito explosivo e impaciente. Não tem o melhor dos humores quando acorda. Mas sobretudo, o que ela mais se parece com o pai é seu gosto pelas pessoas. Sempre gostou de tumulto, de muita gente. É admirável sua alegria ao ver a casa cheia. Por isso ela foi para a escola com 2 anos e 2 meses e por isso sempre quis dar a ela uma irmã. Ela precisa de gente. Logo eu, tão alheia ao mundo fui ter uma filha tão dependente de mim. Sempre fui muito seca, mas ela me ensinou a ser amorosa e carinhosa. Valentina em nada se parece comigo, e eu a amo independente disso. É mais fácil amar o que é parecido conosco, por isso percebo o quanto meu amor por ela é genuíno e forte. Ela nunca foi uma extensão de mim, suas características marcantes me mostram claramente o quanto ela é especial. Ela nem mesmo gosta das minhas cores preferidas para tentar me agradar. E eu admiro muito isso nela!

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E mesmo sem parecer nada comigo, eu sou dela e ela é minha. E eu sempre quis ter uma menina inteligente e esperta como ela. É o novo, o diferente que nos mobiliza e nos transforma. Ela me transforma, me dignifica, me ensina a ser mãe e principalmente a respeitar as diferenças. E por ela adorar amarelo eu comecei a ver mais beleza no sol. Ela é meu próprio sol! Aquece meus dias e ilumina o meu caminho. Me mostra a verdade quando nem eu quero vê-la. Essa é a minha Valentina.

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Meu sonho em forma de realidade. Quando soube que estava grávida sabia que era menina. Ou talvez achava porque sempre me imaginei mãe de menina. Eu queria mostrar a ela tudo que vi e vivi da vida, mas eu não sabia que aprenderia muito mais do que ensinaria. A escolha do nome não poderia ser mais acertada. Ela é forte, valente. Tem em si a força da vida. Desde pequena lidera, defende e protege a todos que ama.

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Com um pique de dar inveja a qualquer atleta, Valentina não para. Luta contra o sono e raramente perde para ele. É elétrica, decidida e nunca desiste de nada. Tenho orgulho em ver a pessoinha que ela está se tornando.

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“-Boa ideia!” “Silêncio, meu bebê está dormindo!” “Eu não auguento!” “Você tá facando meu queijo?” “Muitas felilidade!” “Eu tô louquinha pra ir no clube?” “Eu quero cobrir com meu cubrido!” “Você é quase adulta mamãe, você é pequena?” “Te amo daqui até no sol!” (Essas são uma de suas frases aos 3 anos!)

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3 anos! Estão dizendo por aí que você não é mais um bebê. Suas frases elaboradas e seu rosto fino tentam me mostrar que você cresceu, mas eu teimo em fingir não ver. Esqueço que você tem seus gostos pessoais e fico irritada quando você não quer usar o vestido que escolhi. É que a mamãe muitas vezes não sabe lidar com esse seu novo jeito de ser. Mas não se preocupe, eu prometo que vou aprender! Tivemos um ano de muitas descobertas, eu descobrindo sua personalidade e você descobrindo que eu não sou nem de longe a mãe perfeita. Sei que nesse terceiro ano juntas encontraremos novos caminhos para continuarmos sempre unidas. Porque não importa quantos anos você tenha Valentina, eu nunca vou desistir de você! E se eu erro com você tenha sempre a certeza que eu serei sempre o melhor que consegui ser. Parabéns minha filha! Te amo daqui até no céu.

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