Confissões de uma mamãe duas vezes

Confissões

Hoje olhei para os olhinhos curiosos dela e contei como foi o dia que ela nasceu. Contei que o dia estava lindo, e que meu coração estava preparado para recebê-la. Contei como fiquei feliz em segurá-la tão pequenina pela primeira vez. Contei que ela não quis engatinhar e andou com 9 meses. Contei de como eu sempre quis ter uma menininha esperta e inteligente como ela.

O que eu não contei, foi da saudade que sinto dela. Não contei que tanta inteligência e esperteza às vezes me exaspera. Não contei da minha impotência de não poder brincar com ela quando estou amamentando. Não contei da minha tristeza quando percebo que naquele exato momento em que achei que eu ia ser só dela um choro me chama.

Não contei, que apesar de saber que é benéfico que ela espere, às vezes acho que a deixo esperando demais. Ela não sabe que muitas vezes não sei o que dizer ou fazer. Ela não sabe que é perturbador vê-la repetindo frases minhas que disse em momentos de puro cansaço.

Ela não sabe que eu me divido entre os sentimentos saudosistas de passar um dia só com ela, e a frustração de nunca ter podido ficar um dia só com a irmã. Ela não sabe que eu queria desafiar as leis da física e estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Ela não sabe que eu penso em todas as palavras que disse a ela antes de dormir. Ela não sabe que muitas vezes ela me perdoa, mas eu não. Ela não sabe que eu acho que deveria ser muito melhor com ela do que sou. Mas o que ela sabe, é que eu a amo, daqui até no sol e meu coração enche de amor quando ela diz que me ama daqui até no céu!

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