Desejos de grávida

Desejo de grávida: verdade ou mito?

Afinal, desejo de grávida existe ou não passa de invenção das gestantes para aproveitar o momento e conseguir realizar seus desejos alimentares? Essa é uma pergunta muito difícil de ser respondida. Mas a verdade é que todos nós conhecemos alguém que quis comer feijão com chocolate, abóbora com queijo ou alguma coisa parecida na gravidez.

Existem alguns indícios de que os hormônios desempenham um papel importantes nos desejos alimentares das gestantes. Os hormônios HCG (gonadotrofina coriônica humana) e progesterona liberados durante a gestação são os maiores responsáveis pela alteração do apetite e inclusive alteram o PH da boca, o que causa uma mudança no paladar. Mulheres que entram na menopausa também demonstram desejos alimentares.Entretanto, sabemos que fatores psicológicos exercem uma força maior nesse contexto. O fato é que as gestantes geralmente recebem uma atenção maior devido a esses desejo, são paparicadas e gostam dessa atenção. Além disso, o imaginário feminino é povoado de cenas de maridos que acordam no meio da noite para encontrarem o tal quindim daquela padaria específica.  Muitas de nós inclusive presenciamos cenas com nossos familiares próximos, e até mesmo com nossas mães. Não seria surpresa que a história se repetir conosco.

Eu não tive nenhum desejo bizarro, mas sentia vontade de comer o que já gostava e surpreendentemente de comer feijão, algo que não comia antes de engravidar.

Necessidade nutricional

Sempre que estou grávida tenho muita vontade de comer feijão e carne. Por isso, na época pesquisei sobre o assunto e descobri que existe uma corrente de nutricionistas que afirmam que os desejos na gravidez podem indicar uma deficiência nutricional que o corpo necessita como ferro, fibras, etc. Isso faz sentido, já que o organismo realmente precisa de uma demanda nutricional maior na gravidez.

Picalamácia ou Pica

Se é normal e até esperado que as gestantes utilizem combinações estranhas na gravidez, o mesmo não se pode dizer de todos os desejos. O nome “pica” vem do latim e significa “pega”, um pássaro do hemisfério norte conhecido por comer quase de tudo que encontrar por sua frente. Algumas gestantes afirmam forte desejo de comer terra, tijolo, sabão, areia, cinza de cigarro e outras substâncias não alimentares. Esses desejos não devem ser atendidos, e embora seja difícil relatar esses desejos, a gestante deve conversar com seu obstetra sobre o assunto e preferencialmente receber ajuda de uma equipe multiprofissional. Aspectos nutricionais e psicológicos e não apenas médicos devem ser investigados. A ingestão dessas substâncias podem causar sérios danos à saúde da gestante e do feto. Não se sabe exatamente as causas da picalamácia.

 Alimentação saudável

Essa história de que a gestante deve comer por dois já caiu por terra a muito tempo. Se a gestante já tinha uma alimentação saudável, o Site Baby Center diz que nos primeiros seis meses ela dificilmente precisa mudar a sua alimentação, e apenas a partir daí aumentar de 200 a 300 calorias diárias (o que equivale a duas torradas com manteiga por exemplo).

O Guia do Bebê Uol afirma que

“Durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Alimentos que são fontes de açúcar, bem como óleos e gorduras, devem ser ingeridos moderadamente. O excesso de sal e de alimentos indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta, entre outros, devem se evitados. Café e bebidas alcoólicas também não devem ser consumidos”, ressalta o médico nutrólogo.

Para que esse aumento de calorias seja atingido, a gestante deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de frutas, legumes e verduras, de acordo com o presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Um jejum prolongado favorece a formação de corpos cetônicos, as substâncias químicas produzidas pela decomposição das gorduras, quando constituem o único substrato energético da gestante e que pode causar efeitos deletérios para o feto.

A alimentação saudável é fundamental na gestação, segundo a Dra Maria Edna De Melo, o excesso de calorias pode acarretar muitos problemas como diabete gestacional, pré-eclâmpsia, parto pós-termo e infecções no trato urinário.

Concluo que independente da existência real dos desejos, é preciso que a gestante fique atenta ao que ela ingere não deixando que os desejos definem sua saúde e a saúde do bebê.

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