Filhos com idades próximas, um pouco dessa loucura

Como é ter filhos com idades próximas?

Não vou mentir, no início é sim muito exaustivo ter filhos com idades próximas. Por diversas vezes eu achei que surtaria de cansaço físico e principalmente psicológico. É uma fase de adaptação para toda a família. Eu achava que aquela angústia nunca ia passar! Sentia que estava deixando a Valentina de lado, me sentia culpada por dormir em vez de brincar com ela.

Valentina não teve ciúmes da irmã, mas quando a Isabela nasceu ela chamava muito a atenção para si. Das maneiras mais difíceis e perturbadoras. Falei disso => aqui. Fazia questão de bater a porta, chutar, cuspir, jogar coisas no chão. Agora o furacão já passou e acredito que ela percebeu que tem o seu lugar. Fiz muita questão de assegurar isso a ela. Tem coisas que pensamos que a criança sabe, que é subentendido. Mas não existe “subentendimentos” para uma criança e ela só saberá se falarmos para ela. É importante aceitar que toda criança demonstra de alguma maneira seu descontentamento com a desordem no seu mundinho.

Hoje, com dois meses que a Isabela nasceu, vejo nela agora uma certa regressão. Ela quer fazer coisas que a irmã faz, como usar fraldas. Totalmente normal!

Mas sinceramente, sem mentir para parecer legal, valeu muito a pena!! A Valentina é muito carente de atenção, gosta de gente, sabe? Beija, abraça e aperta a irmã com toda a afobação do mundo, chega a sufocar. Mas em breve elas brincarão juntas. Penso que ela ganhou um presente que só eu poderia dar: uma irmã!

Algumas crianças gostam de ficar sozinhas, que ficam com seus livrinhos, seus bloquinhos sossegadas. Eu era assim! Mas a Valentina não. Ela não gosta de fazer nada sozinha! Com 7 anos, por exemplo, tenho certeza que ela jamais vai querer brincar sozinha. Ela teria que buscar fora de casa o que não tem, porque convenhamos, brincar com adulto não é tão legal como é com outra criança! Já com filhos com idades próximas, com 7 anos Valentina terá uma irmã de 5, que faz parte do mundo dela. Vou levá-las ao cinema e as duas assistirão desenho animado, quando forem adolescentes terão amigos da mesma faixa de idade.

No primeiro mês eu pesquisava muito em todos os blogs maternos sobre a adaptação do filho mais velho, fiquei sem saber o que fazer. Se esse é o seu caso, e por isso você apareceu aqui, te afirmo, vai passar! É normal não saber o que fazer, é normal pedir ajuda, é normal se interrogar se tomou a decisão correta (desde chamar atenção do filho mais velho a ter um segundo filho). Tenha compaixão de si mesma e aceite que existem dias bons e outros realmente difíceis. Quando você menos esperar as coisas entrarão nos eixos e você se acostuma com a bagunça. Viva um dia após o outro. Não fique em pé quando puder sentar, não fique acordada quando puder dormir! Não perca oportunidade de dizer ao primogênito o quanto você o ama e separe sempre um tempo do seu dia para se dedicar exclusivamente a ele.

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