Livros sobre maternidade

10 livros para ler depois que temos filhos

Quando engravidei da Valentina comecei a ler exclusivamente sobre maternidade e muitos livros foram fundamentais na minha construção como mãe, outros me fizeram me sentir mais segura e outros mostraram um padrão que eu não queria seguir.

Hoje vou listar aqui os livros que mais me identifiquei e que fizeram a diferença para mim, falarei a sinopse e depois minha opinião sobre ele.

1. Desenvolvimento Humano, Diane E. Papalia e Ruth Duskin Feldman

desenvolvimento humano

Sinopse: O clássico Desenvolvimento Humano chega à sua 12ª edição trazendo dados e tópicos totalmente atualizados sobre as diferentes fases do desenvolvimento, da formação de uma nova vida ao inevitável momento da morte. Seguindo uma abordagem cronológica, as autoras Diane E. Papalia e Ruth Duskin Feldman apresentam os aspectos do desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial de forma didática e ilustrada.

Minha opinião: Gosto muito desse livro, recomendo a todos os pais que leiam sobre desenvolvimento infantil. Muitas vezes eles esperam algo que a criança ainda não pode oferecer e tem o péssimo hábito de comparar o desenvolvimento da criança com o desenvolvimento do filho do vizinho. Esse livro apesar de ser acadêmico pode ser lido pelo público leigo sem nenhum problema.

2. A vida do bebê, Dr Rinaldo de Lamare

a vida do bebê

Sinopse: A vida do Bebê, ensinamentos e conselhos modernos e práticos, escritos especialmente para as mães criarem e educarem os seus filhos, desde o primeiro dia de vida até eles completarem dois anos, a idade mais importante, mais difícil e interessante do ser humano.

Minha opinião: É um dos clássicos da maternidade, é um livro muito completo. Possui tabela mês com pesos e medidas. Fala sobre rotina, alimentação e brinquedos. Também fala sobre o desenvolvimento das crianças de uma forma mais clara.

3. Educando Meninas, James Dobson

educando meninas

Sinopse: Quando nasce uma menina, os pais olham para ela e começam a imaginar como será sua vida no futuro. Se ela irá se casar e com quem, se terá filhos, qual profissão terá. Quais são os sonhos que você tem para a sua garotinha?
Está cada vez mais difícil educar os filhos, com toda a carga que eles recebem da TV, internet, influência dos amigos e pressões da sociedade, especialmente as meninas, com seus hormônios e sentimentos sempre à flor da pele. Por isso, pais e mães de meninas precisam conhecer em detalhes quais são as ameaças à conquista dos sonhos de sua garota.
O Dr. James Dobson compartilha neste livro seu conhecimento sobre as garotas do ponto de vista de conselheiro familiar e de pai, abordando importantes temáticas no âmbito psicológico, biológico e afetivo das meninas, desde a infância até a idade adulta.
Questões como sexualidade, relacionamentos amorosos, amizades, desenvolvimento emocional e cuidado excessivo com a beleza são tratadas de forma clara e prática, preparando você para vencer o desafio de transformar sua filha em uma mulher forte, saudável e confiante.

Minha opinião: Eu sou apaixonada por esse livro! Inclusive fiz meu marido ler ele mais de uma vez! Sei que existe a versão para meninos, mas não posso dizer se é tão bom quanto.

4. Educar sem violência, Ligia Moreira Sena e Andréia C.K. Mortensen

educando sem palmadas

Sinopse: Palmadas educam? Como disciplinar as crianças com amor e respeito, excluindo qualquer possibilidade de violência? Como mudar o estilo de cuidado parental e criar um ambiente amoroso? O que é ensinado às crianças quando se usa a violência contra elas? O que mostram as pesquisas dos últimos anos sobre as consequências da violência praticada por pais e cuidadores? De onde vem a agressividade parental? Por que as ‘birras’ acontecem? Como corrigir os filhos adequadamente? Que tipo de vínculo você pretende criar com eles? Alguns adultos dizem ‘eu apanhei e sobrevivi’. Mas sobreviver é o bastante? Quebrar o ciclo da violência é possível? Esse livro responde a todas essas perguntas, feitas diariamente por milhares de famílias, em linguagem acessível, prática e objetiva, com depoimentos reais de mães. As causas e as consequências da violência parental contra a criança são discutidas pelas autoras com amor, afeto e ciência.

Minha opinião: Esse livro foi fundamental para abolir de vez as palmadas do meu cotidiano. Eu que já era contra, mas não sabia as razões e não conseguia colocar em palavras o que eu sentia sobre o assunto. Esse livro descreveu com clareza tudo o que acho sobe a educação infantil.

5. A criança terceirizada, José Martins Filho

a criança terceirizada

Sinopse: As crianças precisam de atenção, carinho, cuidado e tempo dos adultos – este último, um artigo que parece em falta atualmente. Com essa preocupação em mente, o médico pediatra José Martins Filho decidiu enfrentar algumas questões fundamentais: será que crianças e jovens deveriam ser cuidados por outras pessoas que não seus pais? A terceirização de tais cuidados seria uma tendência?
Nesse livro, o autor avalia a história da criança na sociedade desde a época dos gregos e dos romanos, contextualizando a situação infantil nos últimos séculos, além de analisar a evolução do relacionamento familiar, principalmente entre mães e pais com seus filhos.
No mundo contemporâneo, pautado pelo consumismo, imediatismo e individualismo, pouco tempo das gerações mais velhas tem sido destinado aos cuidados e à educação dos pequenos. Valeria perguntar: todos os adultos têm condições de se tornar pais? Quais seriam os pré-requisitos da função? Estamos preparando os jovens para dedicar boa parte de suas vidas ao cuidado dos filhos? Questões como essas são discutidas nessa obra atual e necessária.

Minha opinião: Um livro pesado que nos traz muitas reflexões sobre como as criança atualmente estão sendo criadas. Nem todos irão gostar do conteúdo, mas acho válido para pensar no rumo que estamos tomando.

6. O livro essencial da alimentação infantil, Annabel Karmel

o livro da alimentação infantil

Sinopse: Este livro responde a importantes questões sobre a nutrição mais adequada para o  desenvolvimento saudável das crianças. Traz orientações sobre quando  iniciar a papinha e oferecer novos alimentos em cada fase, e informações sobre aleitamento materno, problemas com o peso, alimentos sólidos, alergias infantis e dietas especiais. Oferece ainda 50 receitas deliciosas, explicadas em detalhes, elaboradas para garantir o consumo de nutrientes e alimentos necessários para o crescimento dos pequenos.

Minha opinião: Perfeito para responder as principais dúvidas das mães de primeira (ou segunda, terceira…) viagem. Não só elucida muitas questões como fornece receitinhas simples e fáceis de fazer.

7. Brincadeiras criativas para bebês inteligentes, Simone Cave e Drª Caroline Fertleman (Até 1 ano) e Julian Chomet e Drª Caroline Fertleman (2 a 5 anos)

brincadeiras criativas para crianças inteligentes

Sinopse: Brincar com seu filho desde o nascimento é essencial para o desenvolvimento dele. Todas as atividades apresentadas aqui foram escolhidas ou criadas por conta dos benefícios para o seu bebê. Você sabia que a ansiedade que a criança sente ao perceber a ausência da mãe, por exemplo, pode ser aliviada com a clássica brincadeira de esconder (a popular “Cadê? Achou!)? E que o simples ato de jogar coisas no chão melhora as habilidades manuais, o entendimento matemático e ajuda o bebê a perceber a relação entre causa e efeito? Para escrever estes livros a jornalista Simone Cave e a pediatra clínica Caroline Fertleman, ambas mães de três crianças, usaram a experiência pessoal e os resultados de pesquisas sobre como brincadeiras criativas afetam o desenvolvimento das crianças.

Minha opinião: Livro maravilhoso! A princípio uma pessoa desinformada pode imaginar que o livro apoia a hiper estimulação infantil, mas não se trata disso. O livro ensina como fazer de situações comuns fonte de bons estímulos. Criativo e rico em figuras.

8. Já tentei de tudo, Isabelle Filliozat

já tentei de tudo

Sinopse: Toda criança faz manha. Se você tem filhos com idade entre 1 e 5 anos, sabe que se jogar no chão do shopping, não querer tomar banho, fazer birra na hora de dormir, recusar-se a comer e ter crises de choro nas lojas de brinquedo são situações bastante comuns.

E, se você acha que já tentou de tudo para melhorar o comportamento das crianças e não obteve sucesso, talvez esteja na hora de olhar para elas de uma maneira diferente. Em vez de repreendê-las, que tal tentar entendê-las?

Neste livro, a psicoterapeuta Isabelle Filliozat mostra que a pirraça – em geral vista como manifestação de má vontade, desobediência, insolência ou mesmo falta de educação – é, na verdade, a única maneira que as crianças conhecem de expressar suas emoções e suas necessidades.

Com a ajuda das ilustrações de Anouk Dubois, Isabelle ensina os pais a lidar com as dificuldades do dia a dia e a atravessar sem traumas esse período em que seus filhos precisam tanto de orientação e disciplina quanto de atenção e carinho.

Compreender os sentimentos, os desejos e as frustrações que estão por trás do mau comportamento das crianças fará toda a diferença no relacionamento de vocês – elas se tornarão menos manhosas e você se livrará da sensação de viver à beira de um ataque de nervos.

Minha opinião: Esse sem dúvida é para mim o melhor de todos! Comprei esse livro em uma época que a Valentina estava me deixando de cabelo em pé! Qual foi minha surpresa em perceber que não era a Valentina que estava errada, mas o meu olhar perante ela. Vale a pena ler cada palavra!

9. A culpa é da mãe, Elizabeth Monteiro

a culpa é da mãe

Sinopse: Neste livro emocionante e catárquico, a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso.

Minha opinião: Adorei esse livro. Em especial porque a autora é psicóloga e se vê em problemas frequentes na criação dos filhos. Mostra como todas nós somos reais e que a culpa não agrega e só atrapalha o nosso dia a dia.

10. Crianças francesas não fazem manha, Pamela Druckerman

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Sinopse: Exaustão com o choro e a manha das crianças pequenas, falta de tempo para suas próprias necessidades e para um convívio romântico em casal, sofrimento com insegurança, preocupação excessiva, dependência e culpa. Tudo isso faz realmente “parte do pacote” de ter filhos? Pamela Druckerman começou a perceber que, na França, a resposta é um enfático não.

A jornalista americana se muda para Paris logo após se casar. Lá, além das diferenças culturais mais conhecidas, começa a observar que as crianças se comportam de forma muito mais educada do que jamais viu. Estarrecida, ela percebe que os jantares nas casas dos franceses não são eventos caóticos em que crianças interrompem os adultos, brigam com os irmãos ou reclamam dos legumes.

Esse é apenas um dos exemplos que a fazem querer descobrir qual é a mistura de autoridade e relaxamento dos pais que faz com que as crianças francesas sejam tão comportadas, sem ficarem reprimidas ou sem personalidade. Afinal, qual é o segredo para que durmam a noite toda? Para que não tenham ataques de birra em público? Para que sentem-se de maneira educada à mesa e experimentem muito mais do que nuggets e batatas? Para que desenvolvam a autoestima e se tornem articuladas?

Os pais que ela observou em Paris parecem ter encontrado o equilíbrio perfeito entre ouvir os filhos e deixar claro que são os adultos que mandam. Dentro de um limite conhecido como cadre, essas crianças têm total liberdade e autonomia, mas fora dele, quem exerce autoridade são os pais.

Pamela nota que os franceses conseguem balancear admiravelmente suas necessidades e as das crianças, não se acorrentam a um falso conceito de pais perfeitos e, ainda assim, são atentos, carinhosos e criam filhos educados e felizes. A autora empreende uma surpreendente jornada pela cultura francesa e passa a rever alguns conceitos da criação de filhos.

Por anos, ela investiga as respostas a essas e outras questões, além de viver muitas experiências no próprio cotidiano, já que se torna mãe em Paris. O resultado é um relato inteligente, bem-humorado e ao mesmo tempo bem fundamentado dos segredos dos franceses para ter filhos criativos e educados e também um manual para os pais não se tornarem escravos de pequenos tiranos.

Minha opinião: Deixei esse livro por último porque pode ser controverso ele ser colocado na minha lista dos dez melhores. Eu não concordo com tudo o que o livro diz, mas nem por isso posso desclassificá-lo. Ele aponta dados importantes e me fez parar e pensar sobre o modo como eu estava sufocando a Valentina. Quis colocar ele na lista também, porque quero deixar claro que você não precisa gosta totalmente de algum livro para achar ele válido. Acredito também que ele pode mais válido ainda para outros estilos de maternagens e não quero restringir o meu blog apenas para as coisas que eu gosto. Quero que aqui seja um local de informação de diversos conteúdos.

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