Medos que mães de segunda viagem tem. É normal!

Do que uma mãe de segunda viagem tem medo?

Eu nunca tive medo de ser mãe, assim que soube que estava grávida da Valentina a aceitação foi imediata. 24 anos, recém formada e em um início de namoro. Mas nem por um segundo me abalei. Seria só eu e ela se assim fosse preciso. Ser mãe sempre foi um sonho e quando se realizou tive a certeza de ser a parte que me faltava.

Mas eu tive sim medo de ser mãe de duas, medo de não saber administrar o tempo, medo de não conseguir, medo de não ser boa mãe para nenhuma das duas. Mas principalmente, tinha medo de não amar a Isabela como amava a Valentina. Carreguei esse medo comigo por toda a gestação. Hoje parece besteira até escrever sobre isso, mas na época era algo muito sério.

Por um bom tempo cogitei a ideia da Valentina ser filha única. Eu seria então uma mãe que não teria que dividir seu amor, e ela uma filha que teria tudo para si. Mas não achei que nada disso fosse saudável para nenhuma de nós duas.

Toda grávida que já tem um filho tem sempre um medo secreto guardado a sete chaves. Algumas tem medo de amar mais o bebê fofinho que está para chegar. Outras tem medo de não amar o bebê como ama a criança que já está em seus braços. É bastante difícil falar sobre isso e a maioria guarda esse segredo para si, o que gera ainda mais angústia. Parece até pecado dizer em voz alta! Eu tinha muito medo de, sem querer, fazer distinção entre minhas duas filhas.

Eu escutava algumas mães falarem que tinham esses medos durante a gravidez, mas que passou quando o bebê nasceu, que eu não precisava pensar sobre isso. Mas uma pergunta martelava minha cabeça: “E se eu for diferente?”

A verdade, é que eu já tinha um vínculo muito forte com a Valentina e tinha um temia não ter espaço no meu coração para mais um filho. Carreguei esse temor comigo a gravidez toda. Aquele laço instantâneo que tive ao ver o positivo em um pedaço de papel quando soube da primeira gravidez, não aconteceu na segunda. Eu pensava o tempo todo, “será que estou mesmo grávida?” “Será que deveria ter engravidado depois?” “Será que deveria ter engravidado antes?” “Será que estou tirando algo da Valentina?”

Mas assim que olhei nos olhos da minha caçulinha vi o quanto estava enganada. O amor é um sentimento nobre e infinito. Vi meu coração dobrar de tamanho no instante em que a vi.Seu nascimento foi marcante, e me fez não apenas renascer com mãe, mas também como mulher.

Eu não precisei dividir o amor! Não é sublime? É por isso que nosso amor por nossos filhos se assemelha ao amor de Deus por nós. Deus não faz distinção, ama a todos nós não importa quem somos e o que fazemos. Confie! Não tente entender. O amor ultrapassa nosso entendimento. Só não tenha medo de amar.

Junto com meu amor, aumentou minha força e confiança em mim mesma. É verdade sim que preciso dividir meu tempo, mas isso jamais pode ser visto como algo negativo. Com isso, sei que estou agindo positivamente na formação das meninas. Mas é claro que muitas vezes essa divisão me angustia. Como queria desafiar as leis da física!

Ser mãe, sem dúvida, é o que eu faço de melhor. É um presente e uma missão divina, que eu recebo todos os dias agradecendo a cada vez que respiro. Sem medo de me enganar, falo com toda certeza, não há nada melhor no meu universo materno do que vê-las juntas. É um amor inexplicável! Acredite: Melhor que amar um filho é amar dois filhos! Não aceito a explicação de que o mundo está muito difícil para termos filhos. Ora, se ele está tão difícil, não seria melhor repovoá-lo com boas pessoas? Deixaremos então que as más sejam a maioria? Colocar filhos amados e bem cuidados no planeta não seria um meio de equilibrarmos tanta maldade?

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