O perigo dos rótulos

O perigo dos rótulos

Rótulos são para objetos e não para pessoas. Rotular crianças e relacionamentos nunca é algo benéfico.

Rotulamos crianças como bagunceiras, egoístas, desorganizadas. E temos também a tendência a rotular relacionamentos entre irmãos.Comentários do tipo “Vocês não sabem brincar juntos”, “Vocês estão sempre brigando”, ou comentar com alguém “Eles não tem nada em comum, são como cão e gato” podem alimentar uma visão distorcida e se tornar uma profecia auto-realizadora. Já disse algumas vezes e reafirmo: crianças possuem a necessidade de corresponder às nossas expectativas. Existe uma espécie de “mitologia familiar” que permeia os diálogos a respeito dos irmãos. A primeira pergunta que você ouvirá depois que seu segundo filho chegar, é se o primeiro está com ciúme. Nossos filhos à partir de nossas crenças podem crescer acreditando que não se pode fazer nada a respeito sobre relacionamentos entre irmãos. Por outro lado, afirmar com veemência que os filhos se dão tão bem quando isso não acontece, provoca um sentimento de incongruência.

Algo é certo, todos os membros da família se beneficiarão com o abandono dos rótulos. Mas como fazer isso? À partir de dois pontos importantes.

  1. Relate o comportamento, não suas impressões sobre a criança. Esse é o primeiro passo e acaba sendo mais importante. Apesar de ser simples, é difícil devido aos nossos hábitos já enraizados. Precisamos abandonar termos, tais como crianças boas ou más, criança rebelde, criança bagunceira. Concentre no comportamento que você não gosta, que você acredita ser inadequado. No lugar de dizer, “você é um bagunceiro”, diga que o quarto está bagunçado. E da mesma forma, não rotule positivamente uma criança, diga a ela que ela se esforçou e que o dever de casa está correto em vez de dizer que ela é uma boa menina.
  2. Descrever o que você vê e sente. Trata-se de um passo adiante, rotular nem mesmo a ação. Precisamos descrever exatamente o que vemos e sentimos, para que nossos filhos recebam informações que façam sentido. O que é óbvio para nós não é para nossas crianças e nossos conceitos na maioria das vezes são carregados com a nossa perspectiva. “Comer direitinho”, por exemplo, é uma coisa pra você, uma pra mim, outra pra seu filho. Dessa maneira, se você diz “Que horror”, depois do banho, não oferece uma informação útil e não auxilia em como a criança deve se comportar. Por outro lado, se você descreve, consegue instruir: o ‘banheiro está todo molhado e estou aborrecida porque, além de ser um perigo está uma bagunça’.

Para assistir o vídeo referente a esse texto no youtube:

 

2 thoughts on “O perigo dos rótulos

  1. Bruna Roma

    Oi Mel gostaria de fazer o exame de sexagem fetal. Qual laboratorio aí em Uberlândia vc me indica? Obrigada

    • Oi Bruna! Eu não tive uma boa experiência com exame de sexagem fetal, então, sinceramente não recomendo nenhum laboratório. Uma boa gestação! beijos!

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