Onze meses de Isabela

Isabela faz onze meses

E o tempo que pensamos que não passará, realmente passa. Tudo passa tão mais rápido com o segundo filho! E com disse no Instagram, segundo filho é menos fotografado, mas é mais vivido. Tenho imagens mentais dela que consigo sentir seu cheirinho só de lembrar. Não teve ansiedade, não existiu afobamento na vida de Bebela. Nunca quis que ela fizesse nada antes da hora. Não contabilizo suas palavras, nem sua inteligência. Eu só quero que ela seja ela! Sempre quis que ela seguisse o seu curso sem minha intromissão. E assim ela está fazendo.

Isabela com onze meses não anda, e é notável a preocupação das pessoas em relação a isso. Talvez herança da irmã, que andou com nove meses, todos querem saber se ela  está andando. Todos, menos eu. Desde o parto da Isabela, eu me preparei para esperar por todos os seus momentos. Nasceu quando quis e vai andar quando quiser, para quem não sabe, segundo a página Baby Center, embora a maioria dos bebês ande de 9 a 12 meses, é perfeitamente normal uma criança andar com 1 ano e 4 meses, 1 ano e 5 ou até mais.

É lamentável ver pais forçando os filhos a andarem, tenha paciência mãe, tudo ao seu tempo! Não estamos disputando uma corrida com ninguém. Ah, ela também não tem nenhum dente, e eu aproveito muito esse sorriso banguelo, afinal, uma vida inteira esse mesmo sorriso será com dentes.

Até em relação à alimentação Isabela tem um ritmo próprio, só começou efetivamente a se alimentar de sólidos com oito meses e agora com onze meses começou a comer a comida da casa (tudo ainda muito inicial), mas nessa fase Valentina já andava e batia um pratão, com direito a carne e tudo mais. Isabela já é extremamente seletiva e muitas vezes não quer nem mesmo experimentar o que estou oferecendo.

Percebo que essa é a principal dificuldade dos pais quando se tem um segundo filho, é difícil não comparar, mas é necessário se policiar. Cada criança é única e tem um desenvolvimento próprio, comparações só levarão à competição entre irmãos. Isso certamente nenhum pai ou mãe quer.

Com onze meses Isabela me mostrou que não é o bebê calminho que eu pensei que ela seria (ou esperava talvez). O fato dela não andar não muda em nada a habilidade dela em realizar peraltices. Escala, encontra fios, sapatos e raramente consigo desligar dela. Não liga para TV e é muito difícil conseguir escrever enquanto ela está acordada. Fica extremamente irritada quando alguém tira o que ela tem nas mãos, grita e demonstra com todos seus músculos seu descontentamento. Adquiriu uma mania que me pegou de surpresa: dar tapa no rosto das pessoas. É assim, não pode ver um rosto dando bobeira, que lá vem a bofetada. Me posiciono, ensino a fazer carinho, mas isso leva tempo. Ela não bate com intenção de bater, bebês não fazem isso, mas por algum motivo ela achou interessante a reação das pessoas ao bater.

Seu sono está de mal a pior. Vou ser justa, ela estava melhorando muito, mas depois de duas gripes seguidas e de um dente que incha e desincha seu sono que já não era muito bom, piorou de vez. A alimentação, como disse, é extremamente seletiva e o que ela gosta mesmo é de mamar leite materno. Quando não estou em casa e minha mãe, sogra ou marido está com ela bebe Leite artificial, mas comigo não.

Ela está muito apegada a mim nos últimos dias, chora se não me vê por perto, se incomoda quando eu saio, mas fica bem com outras pessoas até a hora de dormir. Nessas condições, só eu consigo acalmar a ferinha.

Fala palavras simples como mamã, papa, babá, papá (quando vê comida), alá (para mostrar alguma coisa), alô, uóuó (vovó), abu (água). Atende comandos como abre o bocão, me dá, deita aqui.

A relação das duas está cada dia mais parecida com a de duas irmãs. Se antes Isabela era exclusivamente um bebê fofinho, agora Valentina já a identifica como uma criança que ela tem que dividir os brinquedos e o espaço. Mas o carinho que a Valentina tem com ela permanece, dia desses falei bravo com a Isabela quando ela deu um super tapa de estalar o rosto da Valentina. Eu disse: “Isabela, não pode bater no rosto da sua irmã.” Disse isso até mesmo para que a Valentina percebesse que eu também a observava. Minha surpresa foi a Valentina me responder: “Ela é um bebê, ela não entende, não fala bravo com ela, fala bonzinha.”

E a mamãe de duas aqui? Aos onze meses posso dizer que estou exausta. Muito cansada e sempre gripada. Enquanto escrevo, uma infecção de garganta tomou conta do meu organismo. Quero desestimular alguém com meus posts? Não minha gente! Já disse e repito, as alegrias de ser uma mãe de duas são infinitamente maiores do que os desafios. Mas meu compromisso é com a verdade, e tem dia (alguns dias) que eu acho difícil ser mãe de duas. Mas que bom que o amor sempre nos fortalece, e amor aqui tem de sobra. Sigo amando cada dia mais minha duas meninas.

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