Ter o segundo filho: como foi a minha decisão!

Quando ter o segundo filho? Eis uma dúvida que pode ser maior do que ter o primeiro!

Valentina e Isabela tem 2 anos e 4 meses de diferença, engravidei quando Valentina estava com 1 ano e 8 meses.

Isabela foi planejada e “desplanejada” vária vezes! Como Valentina sempre teve problemas de sono, temia muito não conseguir e sinceramente, esperava dormir um pouco mais antes de engravidar. Isso nunca aconteceu! 

Acontece que eu sempre quis filhas com idades próximas, e Deus foi tão bom comigo, porque eu queria muito duas meninas. Eu sempre sonhei em ter duas filhas. Duas menininhas, que seriam minhas amigas, minhas melhores amigas. Queria que dormissem no mesmo quarto, que contassem segredos de madrugada, que uma encobrisse a outra. Queria que existisse cumplicidade. Queria que quisessem ir ao cinema juntas, inicialmente para assistir desenho animado e na adolescência filmes de amor e de terror. Isso não seria possível com uma diferença grande de idade. Eu sonhei em ver duas meninas brincando de bonecas juntas, sonhei em vê-las com brinquedos, amigos e sonhos em comum. Eu quis um mundo, em que duas meninas achariam divertido brincar no play. Eu quis companheiras de biblioteca, de teatro, de compras. Eu quis para minha vida, duas meninas que apesar da diferença normal de personalidades, tivessem um mundo em comum.

Eu sempre soube do cansaço inicial inerente à essa escolha, mas nunca duvidei que valia a pena ver uma amizade nascendo. Hoje vejo a troca de sorrisos e de olhares, mas sei que quando piscar os olhos terei uma menininha de 6 e outra de 4 dividindo uma vida, construindo seu próprio castelo de princesas. Essas duas meninas são o meu sonho em forma de realidade. Essas duas meninas desenham dia após dia o meu futuro. Eu continuo sim tendo outros sonhos, mas elas estão e sempre estarão acima de todos eles. Essa é a vida que eu quis para mim

A ideia inicial era ter o segundo filho quando a Valentina fizesse 1 ano, mas fui postergando… Até que um dia, em uma conversa com uma querida amiga, tive um click. Era agora ou nunca! Sempre tive uma relação muito intensa com a Valentina, ela era o meu mundo! E ela parecia saber disso. Se eu demorasse mais para engravidar ela iria sentir muito. Comecei a perceber também que Valentina era uma criança muito dependente de outras, caso ela não tivesse irmãos, ela procuraria fora de casa o que não tinha. E foi então que decidi internamente engravidar, mas não contei nada para ninguém. Vai que eu mudava de ideia de novo?Já havia ido ao médico e estava tomando ácido fólico, mas guardei isso só para mim.

Parei de tomar o anticoncepcional, e 20 dias depois eu sabia que estava grávida. Fiz vários exames antes de contar as boas novas! Fiquei um pouco assustada com a rapidez! Fiz um caminho de pistas e no final tinha uma mensagem com a Valentina: -Papai, vem aí um novo exemplar de mim! O papai quase não acreditou, ficou muito feliz porque foi o que ele sempre quis! A gravidez foi muito tranquila, exceto no final quando parece que não cabemos no próprio corpo. Nessa fase final precisamos ter muita paciência com a criança mais velha, não podemos deixar ela sentir nossa ausência na presença. Mas é difícil! Exige muito de nós… Mas já é um treinamento para o que está por vir.

Quando a Isabela nasceu, me vi um pouco perdida. Eu sabia ser mãe de uma, estou aprendendo a ser de duas. É difícil dividir o tempo e as necessidade das duas, que ainda são muito distintas. Mas ter o segundo filho foi a decisão mais acertada de toda a minha vida materna. Isabela nos completou, impossível imaginar nossa vida sem ela! Valentina perdeu a exclusividade, teve que aprender a dividir o tempo. Precisou aprender a esperar. Mas ela ganhou muito mais do que perdeu. Ganhou uma mãe mais relaxada, que sabe dividi-la com o mundo e aprendeu a deixar as neuras de lado. E principalmente ganhou uma irmã que certamente será sua grande amiga por toda a vida.

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