Terrible Two: a adolescência da infância

Terrible Two: Os terríveis dois anos!

Tênis, calça e vestido. Principal lição do Terrible Two: decida por quais batalhas vale a pena lutar.
Você sabe o que é o Terrible Two? Vou confessar aqui, eu achava que essa história de Terrible Two era uma grande besteira, coisa de mãe que gosta de problematizar tudo. Mas ser mãe minhas amigas… É cuspir pra cima e cair na própria testa!! O “Terrible Two” (terríveis dois) é uma espécie de adolescência dos bebês, que é pra você já ter uma ideia do que te aguarda daqui alguns anos!!

Essa fase não chega exatamente com dois anos, pode chegar um pouco antes, um pouco depois. Varia de bebê para bebê, e me disseram (mas eu não acredito), que algumas crianças não passam por essa fase. De repente aquele bebê que fazia tudo o que você queria começa a ter opinião própria e te desafia, joga coisas no chão, fala não sabendo que está dizendo não, dá aquelas famosas birras em público que dá vontade de perguntar: quem é a mãe dessa criança? Enfim, aposto que você tem ou já viu uma criança nessa fase.

Por aqui essa fase chegou na mesma época que a irmã nasceu, o que agravou bastante a situação aqui. Por vezes não soube o que fazer. É assim mesmo gente, criança não vem com manual de instrução. Eu nunca tive um filho com dois anos e pouco. E mesmo quando a Isabela estiver com essa idade, também não saberei o que fazer porque ela tem uma personalidade diferente da irmã. Vamos aprendendo a ser pais na prática, e muito, nem com a prática aprendemos. Perdi muito a paciência, gritei, chorei, pensei meu Deus o que eu fiz de errado?? Me descabelei. Até que parei e resolvi pensar no que estava acontecendo. Casa de ferreiro, espeto de pau. É bem por aí!

Minha bebê não era mais uma bebê e consequentemente não agiria como um bebê. O problema, é que ela também não é uma adulta e não sabe demonstrar seu descontentamento como uma pessoa adulta. A primeira reação que temos é nos culparmos, pensando que erramos. Mas mãe tem esse problema em achar que tudo que o filho faz é sua culpa. Pare com isso! Seu filho/a não é uma extensão de você, ele tem vontades, dificuldades, deficiências separadas de você. Cabe a você ajudar, mas sem ser prepotente a ponto de pensar que tudo que diz respeito a seu filho é sua responsabilidade. Eu sei que é difícil, mas pensar assim já alivia um peso dos ombros.
Sou uma mãe em construção, mas aprendi algumas coisas.

Essa fase vai passar, não deixe de viver as belezas desse momento por conta dos percalços. As palavras novas, as historinhas, a curiosidade, ainda estão ali! Terrible two também são wonderful two!

2º: Decida quais batalhas vale a pena lutar. Não quer colocar a blusa de frio? Espere. Em 99% das vezes eles mesmo pedem para colocar a blusa. É importante também que você deixe seu filho aprender quando ele sente frio e calor. Quer colocar uma roupa que não combine? Seja flexível. Avalie se seu “não” é realmente necessário ou só convencionalismo.

: Avise um tempo antes que vai terminar uma atividade. “Daqui dez minutos você vai parar de brincar para tomar banho. Daqui cinco minutos. Daqui dois minutos.” Você precisa mesmo interromper aquele desenho na metade? E se fosse você que precisasse parar de assistir a sua série pela metade? Você ficaria satisfeita?

: Todos nós sabemos quando estamos a ponto de explodir. Saia de perto da criança, explique que está chateada e que precisa de um tempo. Quando gritamos, nos sentimos muito pior depois (vai por mim…). Além disso, é importante que a criança não te veja com poderes sobrenaturais. Você é humana, e como humana você tem suas limitações. Respeite-as!

5º: Em um momento de crise, principalmente fora de casa, mantenha a calma, ficar nervosa com a criança só soma um problema a mais e não a fará parar. Por aqui costuma muito dar certo ignorar. Já falei sobre isso em um post sobre extinção do comportamento. Abaixe ao nível da criança e a olhe nos olhos (eu sei, eu sei, você já ouviu isso milhares de vezes… Comece então a praticar!!)

6º: Crianças precisam de limites, seja firme, não ceda para evitar uma crise. Terrible Two passa, malefícios adquiridos com essa fase não. Não deixe que as pessoas te intimidem quando seu filho começa um show em uma loja. Em hipótese alguma ceda e dê o que ele quer porque ele começou a gritar. Ensine que não é assim que ele ganha o que quer, porque se você não fizer isso certamente esse comportamento irá se repetir.

7º: Não se esqueça que você é o espelho do seu filho/a e a forma que você lida com as crises, ensinará como ela também vai lidar. Você grita, bate e se descontrola? É exatamente isso que ele aprenderá. Fácil? De jeito nenhum.

8º: Converse com outras mães que vivem a mesma fase. Você verá que não está sozinha. (Converse comigo! Hahaha)

Disseram que essa fase costuma passaria aos três anos. Mas prepare-se para um terrible three hahha. Oremos. Brincadeira, melhora muito. Mas a criança não tem um termômetro que diz, pronto, agora você tem três anos, deixe essa rebeldia para lá! Mas eu acho que na verdade, não é só a criança que muda, somos nós que também mudamos e passamos a aceitar aquela criança como um ser individual que tem vontades que não são controladas por nós. Mas aos poucos eles vão aprendendo a respeitar as regras desse mundo que para eles ainda é tão novo.

One thought on “Terrible Two: a adolescência da infância

  1. Mayara Caminha

    Adorei seus posts! Estou grávida de 39 semanas e tenho um filho de 1 ano e 7 meses passando pelos terrible two já 😭 Nada fácil! As vezes choro, me descontrolo, mas por enquanto acho que estou sabendo levar e meu marido me ajuda bastante! Nós costumamos nos revezar, quando acaba a paciência de um o outro entra em ação pra parecemos os mais serenos possíveis 😂 Não sei como vai ser quando o bebê chegar, mas já estou uma pilha de nervos!!

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